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Direito sem Fronteiras: Docente de Relações Internacionais do UDF participa do programa

O Direito sem Fronteiras, programa da TV Justiça, debate assuntos de grande repercussão. A edição de 03 de fevereiro de 2020 fez um balanço sobre a XI Cúpula do BRICS, grupo de países de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Essa décima primeira edição teve como tema “BRICS: crescimento econômico para um futuro inovador”. Ao final do evento, foi assinada a “Declaração de Brasília”, com tópicos sobre o futuro do grupo e da política internacional.

Carlos Henrique Canesin, professor de Relações Internacionais do UDF foi convidado para participar do programa. O debate se inicia com uma análise entre as diferenças e semelhanças entre os países integrantes do grupo. Para o professor Canesin, todas são economias emergentes, mas “do ponto de vista securitário [Rússia e China] são potências estabelecidas no sistema internacional” o que tona o BRICS um grupo heterogêneo.

Apesar dos dois países em alguns aspectos serem grandes potências, em outros, como a segurança alimentar, ainda enfrentam desafios por serem dependentes da importação, discutiram Bob de Souza, apresentador do programa, Carlos Canesin e Daniel Amin, doutor em direito internacional, também convidado do programa. Dessa forma o BRICS elaborou uma agenda transversal de cooperação que trará benefícios aos cinco integrantes do grupo.

Segundo, Canesin, atualmente vivemos uma crise do estado enquanto representante dos interesses sociais, ao mesmo tempo, “vemos um ressurgimento do estado soberano, ou seja, de um estado territorial enquanto ator relevante das relações internacionais e o BRICS, como uma coalisão de estados soberanos, atua na barganha intergovernamental contínua de coordenação da política externa entre os estados para levar adiante uma determinada agenda nesse sistema internacional”.

Com esse cenário, cada estado vai buscar soluções para resolver essa crise e o BRICS atua para garantir a continuidade de seus desenvolvimentos, nessa XI Cúpula os representantes dos países discutiram os tópicos para a agenda transversal. De acordo com Bob de Souza, para o Brasil as agendas principais são de tecnologia, que visa trazer ao país a quinta geração de internet e as pautas ambientais. Ao todo foram 73 tópicos acordados entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reunidos no texto chamado Declaração de Brasília.

Para saber mais sobre a XI Cúpula do BRICS e o que foi discutido no programa acesse o link.

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